segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fingidor dos Tempos Modernos

Por Rosimeire Soares
 


“O poeta é um fingidor...” Já dizia Fernando Pessoa.
Mas sabe o que tenho percebido?
Tentaram inventar outros fingidores.
O poeta é o único ser que não finge quando está fingindo.
Avatar é o poeta no mundo moderno.
É frio.
O poeta realmente sente as próprias dores e as dores do mundo.
Ele realmente se importa com o que vê e principalmente com o que sente.
Ele parece o único que vê beleza no feio e mais importante: vê o feio onde tudo teima em parecer tão belo.
Será esse o ofício do poeta?
O poeta tem ofício?
O poeta é só um fingidor...
O poeta sente o cheiro das águas em pleno deserto.
Ele diz a verdade quando finge sentir calor na frieza dos seres modernos e nativos da tecnologia.
Só o poeta finge.
Nem avatar,
Nem perfil algum
Tem poder de ser tão verdadeiro quando só quer fugir e assim fingir que quer dizer a verdade.
Fingimento, só isso!
O poeta finge e é real.
Fingir é a realidade de quem busca ser verdadeiro...
E a dor que “deveras sente”?
Chega a fingir que é dor o poeta fingidor...
Avatar é o poeta sem cor.
 

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