segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

É Melhor Ser Feliz do que Ter Razão

Por Rosimeire Soares

 

O ser humano procura angariar fatos e sonhos para que motivem sua existência. Formatura, sucesso profissional, amor perfeito são objetivos em diversas fases da vida.

Porém, nessa constante busca, não tardam para as adversidades aparecerem e as concessões que fazemos são mínimas. Assim, multiplicam-se os momentos em que temos que demarcar a nossa posição e fazer valer nossa razão.

Razão. Se a temos notoriamente, transfigura-se a comodidade de que somos abastados. Se temos de reforçar essa razão, se temos de prová-la, denota o quão frágil ela é. É melhor ser feliz.

Para ser feliz temos de buscar motivações que neutralizam sentimentos de angústia e falta de norte. Em muitos momentos a razão que poderia ser a âncora deve ser deixada para um momento posterior. Ser feliz é agora.

É melhor ser feliz em detrimento da razão. Se mantiver a razão, mas amparada pela dúvida e descrédito, melhor é perdê-la e cultivar a paz interior.

Ser feliz é decisão. Ao decidir ser feliz, o indivíduo deve camuflar ou ignorar algumas razões e, inclusive, liberar perdão. Quem quer provar que está provido de razão e guarda rancor está perdendo a oportunidade de fazer da serenidade seu forte aliado. Perdoar é mais importante do que ter razão.

Ao desejar provar seu posicionamento, descobre-se que ser muito autêntico é expor-se demais e tornar-se vulnerável – descobrir que não se é importante em todos os lugares e para todas as pessoas.

É preciso estar convicto de que sua razão pode não ser razão para outrem, por isso, impô-la pode colocá-lo num terreno instável, provocando infelicidade. Melhor não ter razão!

Caso os enunciados desse artigo causem inquietações, refutações, tudo bem. Prefiro ser feliz!

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