sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Brumadinho

Por Mayanna Velame




Desse vale, uma bruma
rascunha um poema.
De letras retorcidas e lodosas.
Teu nome é único...
Brumadinho!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Brindar o nosso amor

Por Nana Yamada




Todas as vezes
Que você decide reaparecer
É tão fácil me perder
No seu mundo tão misterioso
É tão fácil me entregar
Me declarar
Criar palavras de amor
Querer me jogar em seus braços
Viver o mundo…


Qualquer palavra tua
Me tira do eixo
Da realidade que vivo
Me perco sem perceber
É tão simples sorrir
Ao pensar em você
Meu coração continua a acelerar
Só de lembrar
Tudo aquilo que não vivemos…


Quantos momentos
Ainda por viver
A seu lado quero estar
Nada mais eu poderia pedir
Vindo d'Ele
Sob a bênção d'Ele
Brindar o nosso amor
Nessa fé eterna
Que Deus nos permita…

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Espeta

Por Fabio Ramos




na hora da sesta


trocou
sua


(REDE)


por
uma


CAMA DE PREGOS


(...)


e
todas
aquelas pontas


que
não


perfuram


seu
corpo


(...)


foi estranho adquirir


a cama
do
faquir


mas valeu cada


centavo
pago


(...)


AGORA
que
fica


(de barriga)


para
cima


(com um cigarro)


entre
os
LÁBIOS


enquanto as pálpebras


fecham e
sua


coluna endireita


(...)


retorna
ao
trabalho


com
PESAR


considerando encarar


as
agulhas
da acupuntura

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Do fundo

Por Denise Fernandes




Como chutar cachorro morto

ele ainda insiste

no meu corpo cheio de luto

e de dores dilacerantes

das mágoas da vida

do vidro quebrado e exposto

esqueleto de baleia na praia

saudades do que eu não posso ter.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

stigmata

Por Ana Paula Perissé




                                          feridas
                                          na pele
                                          do tempo


                                          (brechas em poros
                                          dobras de guerra)


                                          memórias
                                          que ferem
                                          sem dizer
                                          atonal com tempo loquaz


                                          Resquícios
                                          que sangram
                                          no orvalho
                                          do tecido organo'nosso


                                          Stigma-que(não)-mata
                                          ainda/

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Deserto

Por Oswaldo Antônio Begiato




Estou morrendo de sede,
Mas o que fazer,
Se o teu poço é fundo
E minha corda curta?


O que fazer,
Se o teu deserto é imenso
E meu caminhão pequenino?

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Chorinho

Por Meriam Lazaro




Meus versos são corrompidos
Pelo carinho dos teus
Lábios que sopram atrevidos
Flauta de marfim e breu
Pandeiro solo sentido
Cavaquinho enfureceu
Violão tocou de ouvido
Um bandolim renasceu
Em ritmo compadecido
Do pobre chorinho meu

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Português amoroso LXXXIV

Por Mayanna Velame


Alberto Gattoni no Sarau do Gatto


O poeta,
a poeta ou a poetisa?
Não importa.
Queremos é poesia!